Sábado, 8 de Maio de 2010

KOYAANISQATSI

 

Data de lançamento: 27 de Outubro de 1983

Produtor / director: Godfrey Reggio

Argumentistas: Ron Fricke, Michael Hoenig

Banda sonora: Philip Glass

Duração: 86 minutos

 

Fonte: http://www.imdb.com/title/tt0085809/


Publicado por Alguém às 01:52
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

When you're strange : a film about The Doors

 

  Depois do Documentário “When you’re strange” de Tom DiCillo no Indie Lisboa, o retorno a The Doors é incontornável.

  Hora e meia de viagem pela história da banda devidamente contextualizada política, social e familiarmente. Um regresso à contracultura americana dos Anos 60 tão motivada pela Guerra do Vietname – e não só…

 

  Corre agora a notícia de que a produção possivelmente será exibida no cinema mainstream - uma nova oportunidade para quem não marcou  presença nas sessões do Indie dos dias 23 e 25.

 


Publicado por Alguém às 03:06
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Al Pacino : SERPICO

 

 

  "Frank Serpico (Al Pacino), é um polícia novato que está determinado a não deixar que o seu trabalho comprometa a sua individualidade. Apesar da desconfiança dos seus colegas perante o seu estilo inconfundível, onde se destaca a sua barba e o adorar levar uma vida boémia em Greenwich Village, desempenha o seu trabalho como polícia de forma exemplar. Mas os colegas de Serpico colocam-no verdadeiramente de parte quando este se recusa a aceitar subornos como todos fazem. Horrorizado com a extensão da corrupção na força policial, Serpico informa os seus superiores, mas quando descobre que as suas denúncias foram ignoradas, decide dar o potencial passo fatal e tornar públicas as suas descobertas.

 
 As revelações de Serpico desencadeiam uma investigação independente levada a cabo pela Comissão Knapp, mas também o tornam num alvo a abater. "
 
Fonte: DVD Serpico (2007 - Studio Canal)
 
 
SERPICO (1973)
Baseado no livro de Peter Maas
Realização: Sydney Lumet
Produção: Martin Bregman
Director de Fotografia: Arthur J. Ornitz
Montagem: Dede Allen
 
3 Nomeações aos Academy Awards em 1973
( Melhor Actor - Al Pacino, Melhor Argumento Adaptado - Norman Wexler e Waldo Salt )
 
1973: Vencedor do Golden Glob para Melhor Actor (Al Pacino)
 
1973: Nomeado ao Golden Globe para Melhor Filme
 
 

 

 


Publicado por Alguém às 23:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Manoel de Oliveira : O Passado e o Presente

 

 

 

 

O Lugar dos Ricos e dos Pobres no Cinema e na Arquitectura em Portugal

 

O PASSADO E O PRESENTE
Realização de Manoel de Oliveira
com Maria de Saisset, Bárbara Vieira, Pedro Pinheiro, Manuela de Freitas, Alberto Inácio, António Machado, Duarte de Almeida, José Martinho
Portugal, 1971 - 115 min

  Adaptado de uma peça de Vicente Sanches, O PASSADO E O PRESENTE é um dos mais discutidos filmes de Oliveira e um dos seus trabalhos mais próximo do humor feroz de Luis Buñuel.

  Uma sátira social sobre uma mulher obcecada pelas memórias dos maridos defuntos e que não consegue amar os maridos vivos. A morte do segundo vem fazer reviver uma série de situações, juntando o macabro e o grotesco.

 

 

 

 

 

AFORISMOS

Na Cinemateca de Lisboa , pós-filme, numa conversa informal: as palavras do mestre cineasta...

 

"

Cá estou. Isto é simples.

A casa era dos pais do autor do livro.

 

Entre a Morte e a Vida instala-se o Amor. E não está mal.

 

 

Há muito aborto, há muita pílula.

Agora o que é que havemos de dizer mais ?

 

(...)

 

[ Manoel de Oliveira ]  Há aqui uma relação fortíssima entre o Cinema e a Arquitectura, não é ?

[ José Neves ] Sim, sim.

[ Manoel de Oliveira ]  Então porquê ?!

 

(...)

 

Hoje, os filmes não deixam margem para pensar.

 

A única glória que o Artista pode ter é morrer de Fome.

Se a Arte fosse verdadeiramente útil, o artista nunca morreria de fome.

 

Nascer para morrer logo é triste. Há sempre quem morra primeiro. Quem vá apressado. Por mim não é preciso pressa.

 

Não há Arte sem Memória.

A Ficção preserva a Memória, também.

A Ficção ensina o que a Escola não ensina: a Ficção ensina a Condição Humana.

 

Tudo passa pela razão. O Sentimento só o é, depois de passar pela Razão.

 

 

O que a gente diz não é nada de novo. Certamente alguém já o disse.

 

O subconsciente, a mim, nunca me disse o número da sorte.

 

A grande Poesia é estranha, porque joga joga com o subconsciente.

 

Saudade é a terra perdida de um coração que sonhou.

 

Mas não tem nada a ver.

 

Mas não é uma questão de calhau, a relação entre a Arquitectura e o Cinema.

 

 

  Desde sempre no Cinema, como no mundo - nos quartos, nas casas e nas cidades-, os ricos e os pobres tiveram os seus lugares, mais ou menos nítidos: da fábrica de onde saem os operários dos irmãos Lumière ao Xanadu do CITIZEN KANE; dos “lugares de miséria atrás de magníficos edifícios” dos olvidados de Buñuel à Paris dos burgueses discretamente encantadores; da vila dos pescadores de LA TERRA TREMA às villas das condessas, reis e príncipes de Visconti; dos albergues dos pobres de Preston Sturges aos hotéis de luxo de Lubitsch; dos borgate dos sub-proletários de Pasolini aos subúrbios das famílias remediadas de Ozu; das ruas da vergonha de Mizoguchi aos becos e ruelas do ANJO AZUL; da casa da mãe siciliana de Huillet e Straub à Versalhes do Rei Sol de Rossellini; das roulottes dos lusty men de Nicholas Ray à FAT CITY de John Huston; do quarto alugado da rapariga da mala de Zurlini ao palácio dos seus amantes; dos lugares dos criados e dos senhores de Jean Renoir a todos os lugares de Chaplin…

 

  Qual tem sido, em Portugal, o lugar dos ricos e dos pobres no Cinema? Qual vai sendo o lugar dos ricos e dos pobres na Arquitectura? Como é que o Cinema pensa e olha essa Arquitectura? Pode a Arquitectura pensar e construir-se também a partir desse Cinema?   

 

Enquadramento

 

  Foram estas questões que levaram o Núcleo de Cinema da Faculdade de Arquitectura da UTL - coordenado pelo Arquitecto José Neves - a propôr à Cinemateca Portuguesa a realização de um Ciclo de doze filmes, exibidos quinzenalmente entre Outubro de 2007 e Março de 2008.
  Escolhidos pelo Núcleo, passaram filmes feitos em Portugal nos últimos cinquenta anos e que reflectissem de forma sempre preponderante o tema principal. As sessões contaram com a presença de realizadores, actores, pessoas envoIvidas nos filmes e de arquitectos convidados, para que se discutissem as abordagens e questões pertinentes, de um modo o mais informal possível. 

  O Ciclo findou com a referida produção e presença do cineasta Manoel de Oliveira.

 

    

 

Fonte citada parcialmente, em itálico:http://programadefestas.wordpress.com/2008/02/17/o-lugar-dos-ricos-e-dos-pobres-no-cinema-e-na-arquitectura-em-portugal/

 

 

 

 

"

 

 

[ 14.03.08 ]

 

 

 

Sinopse 


Publicado por Alguém às 04:40
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Género Noir

Síntese

 Uma produção Noir caracteriza-se pela inclusão de factores que o distinguem dos demais estilos, demarcando-o. A existência de um crime, a apresentação da perspectiva dos criminosos – não da polícia, o uso de uma visão invertida das tradicionais Autoridades – tal como a corrupção policial, o retrato de alianças e lealdades instáveis, a presença de uma
femme fatale que causa a ruína ou a morte de um bom homem, a demonstração da violência bruta pura e dura, ou a manifestação de complots bizarros constituem os alguns dos principais elementos que permitem identificar uma produção Noir.

 
 Definição

O Filme Noir é um estilo, uma maneira de se filmar, influenciada pelo Expressionismo Alemão, pelo Realismo poético francês e pelo romance policial, tendo surgido na década de 40/ início da de 50. Nos primeiros filmes do género eram retratados o submundo escuro e sombrio do crime e da corrupção. Nestes, os heróis, bem como os vilões, eram cínicos, desiludidos e, frequentemente, solitários e inseguros, surgindo retratados enquanto indivíduos fortemente ligados ao passado e indiferentes quanto ao futuro. Em termos de estilo e técnica, o filme Noir caracteriza-se pelas cenas nocturnas (internas e externas), com cenários que sugerem realismo e com uma iluminação que enfatiza as sombras e acentua o clima de fatalidade.
Na medida em que os tablóides americanos da década de 30 foram importantes para o surgimento deste género – a brutalidade das imagens mostradas era constante –, os filmes recorriam à fotografia a preto e branco, fortemente contrastada, aos ângulos pouco convencionais, às fontes isoladas de luz, e ao efeito de profundidade de campo.
Apesar de serem, maioritariamente, produções de baixo orçamento, os artifícios técnicos usados (e não só), conferiam-lhes o estatuto de Série B, e uma aproximação à Realidade, unida a características oníricas.
 
Evolução histórica
 
 
Em 1941, os Estados Unidos entraram na Guerra. e nesse mesmo ano estreou o Falcão Maltês, de John Huston, que é considerado o primeiro filme Noir da história. Segundo Paul Scharader, em 1972, este movimento corresponde a um período específico da história do cinema, colocando-o em pé de igualdade com o Expressionismo Alemão e a Nouvelle Vague Francesa; distingue-o, portanto, dos westerns e dos filmes de gangsters. Com uma estética inovadora, que impregnou a produção de filmes de série B hollywoodianos, principalmente filmes policiais e, mais tarde, até mesmo alguns melodramas de série A, este filme ganhou notoriedade.
Descendente directo do filme de gangsters dos anos 30, que por sua vez é filho da crise económica coeva e aparecimento do crime organizado, estruturado na instituição da Lei Seca e que imediatamente após a sua revogação se intensificou e diversificou as suas actividades, o filme Noir retratou o crime enquanto meio rápido de ascensão social, numa época em que a moral perdia a sua rigidez e se desintegrava, numa sociedade onde as antigas leis políticas e económicas não garantiam mais um futuro promissor.
O crime surgiu, nem tanto como o resultado de uma revolta contra as condições de um sistema que marginalizava e oprimia, mas como tentativa de preencher vidas enfadonhas e obscuras, e a violência,
enquanto escape – “termómetro social” – passou a ser a forma de reivindicar direitos ou mostrar a inadaptação ao mundo.
Em termos evolutivos, podem distinguir-se três fases do género cinematográfico Noir.
A primeira, compreendida entre 1941 e 1946, a qual corresponde à fase do detective particular, da mulher fatal, dos diálogos cortantes e inteligentes, ocorreu durante a Guerra, tendo como inspiração constante a literatura policial de Raymond Chandler, Dashiel Hammett e James M. Cain, e pode ser representada por filmes como O Falcão Maltês (The Maltese Falcon, 1941), O Destino bate à porta (The postman always rings twice, 1946, de Tay Garnett), Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944, de Billy Wilder).

A fase seguinte – do período pós-guerra (1945/1949), enfatizou o crime das ruas, a corrupção e a rotina policiais. Os heróis eram menos românticos que os do período anterior, na medida em que o realismo desta fase revela o sentimento de desilusão do pós-guerra, exprimindo também a difícil readaptação dos veteranos à sociedade que se transformava. Deste estádio destacam-se filmes como Brutalidade (Brute force, 1947, de Jules Dasin), Assassinos (The killers, 1946, de Robert Siodmak) e Esperança Amarga (They live by night, 1949, de Nicholas Ray).
Na terceira e última fase, de 1949 a 1953, predomina a paranóia, o impulso suicida e a acção psicológica. O desespero e a desintegração do herói chegam ao clímax, sendo este substituído pelo assassino psicopata, que deixa de ser um mero figurante, passando a protagonista. Deste período, filmes como Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950, de Billy Wilder), Os Corruptos (The Big Heat, 1953, de Fritz Lang) e Mortalmente Perigosa (Gun Crazy, 1950, de Joseph H. Lewis).
A 22 de Setembro de 1947, o Plano Marshall entrou em vigor na Europa, e os acontecimentos com ele relacionados fizeram com que a crueldade fosse cada vez mais comum nas produções americanas, sendo o reflexo directo de uma sociedade que passou a ter de conviver com a ameaça de uma guerra nuclear. Desta feita, diante da aparente gratuidade da vida, aprisionado nos seus próprios medos e sem a possibilidade de redenção ou transcendência, o herói Noir fez do Niilismo a sua bandeira.
Abandonado, sem valores nem certezas, nada mais lhe restou que cultivar a própria solidão e vazio interiores. Assim, frente ao aparente absurdo existencial, tudo era encarado cinicamente como uma grande piada, uma espécie de peça teatral limitada pelo Destino.
Se, no início predomina a figura do detective duro e solitário que encontra um sentido para a existência no individualismo e no exercício de sua profissão, e sobrevive como um pária do mundo exterior, mantendo uma ilusória sanidade mental à custa da indiferença, no final do ciclo Noir da década de 50 a personagem-tipo tornou-se cada vez mais alienada, inexistente e consciente da vacuidade dos sonhos de Poder e Riqueza, transformando-se num Anti-herói. Desta feita, o Sonho e a Náusea, o Existencialismo e a Psicanálise, eram referências constantes, uma vez que esta se prestava à análise de personagens moral e psicologicamente perturbadas, cada vez mais solitárias e conscientes do Vazio.
Através dos carros, das roupas, dos cigarros, dos trejeitos – ou seja, através das imagens fetichistas da Sociedade de Consumo – o Filme Noir retratou o progressivo adoecimento da América. Nem o moralismo, o puritanismo, o conservadorismo, o Código de Censura, ou os orçamentos reduzidos impediram as diversas visões amargas e cruéis do Sonho Americano: pelo contrário, possibilitaram o tratamento por parte da indústria, de temas tabus e polémicos, com ousadia e criatividade.
A nível mais recente e a título de exemplo, destacam-se filmes como Scarface, Os Incorruptíveis contra a Droga, Taxi Driver e Reservoir Dogs.
Scarface - A Força do Poder  : Brian de Palma
Na versão recente recupera-se o clássico homónimo da década de 30, desta feita com uma abordagem relativamente diferente, mas focada na ascensão de uma
personagem criminosa no submundo da cocaína, que representa um anti-herói.
The French Connection I  (Os Incorruptíveis contra a Droga I ) : 1971; William Friedkin
The French Connection II  (Os Incorruptíveis contra a Droga II) : John Frankenheimer
Incidindo também na temática do Crime e da Droga, envolve dignas  sequências de perseguição automóvel e cenas de violência crua inusitadas e difíceis de encontrar actualmente.
Reservoir Dogs (Cães Danados) : 1991; Quentin Tarantino
Também acerca da temática criminosa, envolve um grupo de indivíduos contratados para um golpe que envolve um desfecho inesperado.
Tal como as outras produções mencionadas, apresenta sequências de violência explícita e que mostram a realidade pura e dura, tal como ela é.
tags:

Publicado por Alguém às 04:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

_Alguém...


_ Perfil

_ seguir perfil

. 4 seguidores

_pesquisar

 

_Setembro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29


_Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

_Artigos recentes

_ KOYAANISQATSI

_ When you're strange : a f...

_ Al Pacino : SERPICO

_ Manoel de Oliveira : O Pa...

_ Género Noir

_Arquivos

_ Setembro 2010

_ Maio 2010

_ Abril 2010

_ Março 2010

_ Fevereiro 2010

_ Janeiro 2010

_ Setembro 2009

_ Agosto 2009

_ Julho 2009

_ Junho 2009

_ Maio 2009

_ Abril 2009

_ Fevereiro 2008

_ Outubro 2007

_ Setembro 2007

_ Julho 2007

_ Abril 2007

_ Fevereiro 2007

_ Janeiro 2007

_ Dezembro 2006

_ Novembro 2006

_ Outubro 2006

_tags

_ todas as tags

_Links

_Blog Patrol > 25 04

_Twitter

Follow F_Lavareda on Twitter

_Last FM

mstfst's Profile Page

_Visitas

SAPO Blogs

_subscrever feeds