Domingo, 25 de Abril de 2010

Memórias futuras

(...)

 

  "A natureza das imagens de algo que ainda não aconteceu, e que pode de facto nunca vir a acontecer,não é diferente das imagens acerca de algo que já aconteceu e que retemos. Elas constituem a memória de um futuro possível (...) são construções do cérebro."

 

(...)

 

António Damásio IN "O Erro de Descartes, Emoção,Razão e Cérebro Humano" - Publicações Europa-América


Publicado por Alguém às 05:01
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Medina Carreira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

” (…) A Europa, que é um sítio por onde se deslocam os falhados do nosso País (…) “

Henrique Medina Carreira IN Jornal das 9 da Sic Notícias, a 25 de Março de 2010.

 

 

Henrique Medina Carreira (Bissau, 14 de Janeiro de 1931) é um fiscalista e político português.

 

É filho de António Barbosa Carreira, historiador, e de Carmen Medina Carreira.

Bacharel em Engenharia Mecânica, iniciou a sua vida profissional como técnico fabril de fundição de aço. Mais tarde ingressou na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Pedagógicas, em 1954, e em Direito, em 1962. Frequentou ainda o curso de Economia no Instituto Superior de Economia e Gestão, sem o terminar. Dedicou-se à advocacia, à consultoria em empresas e à docência universitária, a última das quais exercida no Instituto Superior de Gestão, no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e no Instituto Estudos Superiores Financeiros e Fiscais. A par da sua carreira profissional, desempenhou outras funções, como as de membro do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, membro do Conselho Fiscal da Fundação Oriente, vice-presidente do Conselho Nacional do Plano, vogal do Conselho de Administração da Expo'98, presidente da Comissão de Reforma de Tributação do Património (nomeado por António Sousa Franco), presidente da Direcção da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores e vogal eleito do Conselho Superior da Companhia de Seguros Sagres.

 

No plano político, exerceu o cargo de Subsecretário de Estado do Orçamento, durante o VI Governo Provisório (1975-1976), o qual deixou de exercer para assumir, logo de seguida, as funções de Ministro das Finanças do I Governo Constitucional (1976-1978). Foi nessa condição que negociou com o FMI um empréstimo no valor de 750 milhões de dólares. Em 1978 abandona o PS, por divergências quanto à política económica adoptada pelo partido no poder. Em 2006 apoiou publicamente a candidatura de Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República.

Nos últimos anos tem sido um grande crítico das finanças públicas portuguesas relativamente ao endividamento e despesa pública e à actual carga fiscal portuguesa. Também tem criticado a situação actual da educação, justiça e inexistência de políticas contra a corrupção. Referente à dívida externa portuguesa Medina Carreira refere que "nos últimos 10 anos a dívida portuguesa tem aumentado diariamente 48 milhões de euros". Relativamente aos gastos excessivos em Obras públicas critica também a falta de capacidade dos sucessivos Governos portugueses em evitar derrapagens nos custos das obras públicas portuguesas, mais concretamente na Casa da Música, Ponte Rainha Santa, Terreiro do Paço.

 

Desde 1972 tem escrito diversas obras sobre a temática económica e financeira.

 

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Medina_Carreira (adaptado)


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Quarta-feira, 24 de Março de 2010

Lugares, Juventude, Memória


Publicado por Alguém às 03:51
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Manoel de Oliveira : O Passado e o Presente

 

 

 

 

O Lugar dos Ricos e dos Pobres no Cinema e na Arquitectura em Portugal

 

O PASSADO E O PRESENTE
Realização de Manoel de Oliveira
com Maria de Saisset, Bárbara Vieira, Pedro Pinheiro, Manuela de Freitas, Alberto Inácio, António Machado, Duarte de Almeida, José Martinho
Portugal, 1971 - 115 min

  Adaptado de uma peça de Vicente Sanches, O PASSADO E O PRESENTE é um dos mais discutidos filmes de Oliveira e um dos seus trabalhos mais próximo do humor feroz de Luis Buñuel.

  Uma sátira social sobre uma mulher obcecada pelas memórias dos maridos defuntos e que não consegue amar os maridos vivos. A morte do segundo vem fazer reviver uma série de situações, juntando o macabro e o grotesco.

 

 

 

 

 

AFORISMOS

Na Cinemateca de Lisboa , pós-filme, numa conversa informal: as palavras do mestre cineasta...

 

"

Cá estou. Isto é simples.

A casa era dos pais do autor do livro.

 

Entre a Morte e a Vida instala-se o Amor. E não está mal.

 

 

Há muito aborto, há muita pílula.

Agora o que é que havemos de dizer mais ?

 

(...)

 

[ Manoel de Oliveira ]  Há aqui uma relação fortíssima entre o Cinema e a Arquitectura, não é ?

[ José Neves ] Sim, sim.

[ Manoel de Oliveira ]  Então porquê ?!

 

(...)

 

Hoje, os filmes não deixam margem para pensar.

 

A única glória que o Artista pode ter é morrer de Fome.

Se a Arte fosse verdadeiramente útil, o artista nunca morreria de fome.

 

Nascer para morrer logo é triste. Há sempre quem morra primeiro. Quem vá apressado. Por mim não é preciso pressa.

 

Não há Arte sem Memória.

A Ficção preserva a Memória, também.

A Ficção ensina o que a Escola não ensina: a Ficção ensina a Condição Humana.

 

Tudo passa pela razão. O Sentimento só o é, depois de passar pela Razão.

 

 

O que a gente diz não é nada de novo. Certamente alguém já o disse.

 

O subconsciente, a mim, nunca me disse o número da sorte.

 

A grande Poesia é estranha, porque joga joga com o subconsciente.

 

Saudade é a terra perdida de um coração que sonhou.

 

Mas não tem nada a ver.

 

Mas não é uma questão de calhau, a relação entre a Arquitectura e o Cinema.

 

 

  Desde sempre no Cinema, como no mundo - nos quartos, nas casas e nas cidades-, os ricos e os pobres tiveram os seus lugares, mais ou menos nítidos: da fábrica de onde saem os operários dos irmãos Lumière ao Xanadu do CITIZEN KANE; dos “lugares de miséria atrás de magníficos edifícios” dos olvidados de Buñuel à Paris dos burgueses discretamente encantadores; da vila dos pescadores de LA TERRA TREMA às villas das condessas, reis e príncipes de Visconti; dos albergues dos pobres de Preston Sturges aos hotéis de luxo de Lubitsch; dos borgate dos sub-proletários de Pasolini aos subúrbios das famílias remediadas de Ozu; das ruas da vergonha de Mizoguchi aos becos e ruelas do ANJO AZUL; da casa da mãe siciliana de Huillet e Straub à Versalhes do Rei Sol de Rossellini; das roulottes dos lusty men de Nicholas Ray à FAT CITY de John Huston; do quarto alugado da rapariga da mala de Zurlini ao palácio dos seus amantes; dos lugares dos criados e dos senhores de Jean Renoir a todos os lugares de Chaplin…

 

  Qual tem sido, em Portugal, o lugar dos ricos e dos pobres no Cinema? Qual vai sendo o lugar dos ricos e dos pobres na Arquitectura? Como é que o Cinema pensa e olha essa Arquitectura? Pode a Arquitectura pensar e construir-se também a partir desse Cinema?   

 

Enquadramento

 

  Foram estas questões que levaram o Núcleo de Cinema da Faculdade de Arquitectura da UTL - coordenado pelo Arquitecto José Neves - a propôr à Cinemateca Portuguesa a realização de um Ciclo de doze filmes, exibidos quinzenalmente entre Outubro de 2007 e Março de 2008.
  Escolhidos pelo Núcleo, passaram filmes feitos em Portugal nos últimos cinquenta anos e que reflectissem de forma sempre preponderante o tema principal. As sessões contaram com a presença de realizadores, actores, pessoas envoIvidas nos filmes e de arquitectos convidados, para que se discutissem as abordagens e questões pertinentes, de um modo o mais informal possível. 

  O Ciclo findou com a referida produção e presença do cineasta Manoel de Oliveira.

 

    

 

Fonte citada parcialmente, em itálico:http://programadefestas.wordpress.com/2008/02/17/o-lugar-dos-ricos-e-dos-pobres-no-cinema-e-na-arquitectura-em-portugal/

 

 

 

 

"

 

 

[ 14.03.08 ]

 

 

 

Sinopse 


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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Continuidade

"

 Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda.

(...)

 

Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.

 Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.

(...)

 Preservar, que é uma das nossas mais puras e portuguesas paixões, perpetuar uma amizade ou um monte de pedras, tanto faz - conta como sinónimo de estagnar. Manter e continuar as coisas, sem as querer mudar, é visto como perversão e má vontade.

 Desenvolver, arrancar, iniciar, evoluir, renovar: são estas as palavras do nosso tempo. (...) Mas as coisas velhas não se curam com coisas novas. Sobretudo quando não se lhes dá o tempo para envelhecer. É como se quiséssemos mudar de corpo cada vez que adoecêssemos.

"

 

Miguel Esteves Cardoso IN As Minhas Aventuras na República Portuguesa - Editora Assírio & Alvim, 6ª Edição

 

Infografia : Produção Própria


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Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Povo luso...

 “Há algo de americano, com a barulheira e o quotidiano omitidos, no temperamento intelectual deste povo. Ninguém como ele se apropria tão prontamente das novidades. Nenhum povo despersonaliza tão magicamente. Essa fraqueza é a sua grande força (…). Porque o facto significativo acerca dos portugueses é que eles são o povo mais civilizado da Europa. Eles nascem civilizados porque nascem aceitadores de tudo (…). Outros povos acordam todas as manhãs no dia de ontem (…). Mas não esta tão estranha gente. Move-se tão rapidamente que deixa tudo por fazer, incluindo ir depressa. Nada há de menos ocioso do que um português. A única parte ociosa do país é aquela que trabalha. Daí a sua falta de evidente progresso. “

 Fernando Pessoa IN Obra em Prosa de Fernando Pessoa: Textos de Intervenção Social e Cultural - A Ficção dos Heterónimos.


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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

Aimez-moi, aimez-moi ...

(...)

Todos guardamos dentro de nós uma criança triste. A maior parte das vidas não tomamos atenção a esta criança, com um sede inextinguível de amor, de ternura, de atenção.

Mozart, naquele concerto que deu para a Corte Francesa, toda a gente aplaudia e ele foi a correr sentar-se ao colo da Maria Antonieta, aimez-moi, aimez-moi. Em todos nós existe isto. A vontade que gostem de nós incondicionalmente.

(...)

António Lobo Antunes IN Entrevista por Anabela Mota Ribeiro - Selecções  Reader's Digest


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