Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Série Ricardo Reis

 

                                            RICARDO REIS

                                                O Estóico

                                               O Epicurista

                                               O Clássico

 

 

 Após as exposições das Séries Álvaro de Campos(http://arquitextura.blogs.sapo.pt/19412.html) e Alberto Caeiro - inseridas no Ciclo dos Heterónimos -, desta feita está exposta no Auditório da Casa Fernando Pessoa a Série de Pintura Ricardo Reis, desde o dia 29 de Janeiro. 

 

 Na sequência das antecedentes, a actual Série de Pintura baseia-se igualmente em excertos seleccionados de poemas de mais um heterónimo pessoano, os quais constituem o ponto de partida para ilustrações de pequeno formato, feitas com recurso a aguarela e grafite sobre papel.

 Encerra-se, assim, a Tríade de Séries baseadas em três dos principais heterenónimos de Fernando Pessoa, realizadas segundo os mesmos princípios operativos.

 

 

 

Campo de Ourique - Rua Coelho da Rocha n.º 16 

Horário: Segunda a Sábado das 10:00h às 18:00h

Transportes : Autocarro: 9, 20, 38 | Eléctrico: 25, 28

 

 

http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/377676.html

http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

 


Publicado por Alguém às 02:54
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Domingo, 12 de Abril de 2009

LORD[e]S

 

 

 

  

Fear the Lords who are secret among us.

The Lords are w/in us.

Born of sloth & cowardice.

_____________________________________

 

Teme os secretos Mestres que coabitam connosco.

Os Mestres estão entre nós.

Feitos cobardia & preguiça

 

 

 

 

 

 

 

 

Poema: MORRISON, James Douglas, The Lords and The New Creatures:1969, Assírio & Alvim, 1994  

Imagem: Cancer city - original a grafite sobre papel

 


Publicado por Alguém às 05:09
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Khayyam | Buíça

 

 

(...)

A vida é terra e o vivê-lo é lodo.

Tudo é maneira, diferença ou modo.

Em tudo quanto faças sê só tu,

Em tudo quanto faças sê tu todo.

 

12-9-1935

 

 

[50B1-51r]

Tudo é como se nada se passasse.

Tudo fica como se nada ficasse.

Tudo é o que não é, e a sombra desce.

Sobre o que é e não é e ou morre ou nasce.      

                   

 

 

[ Setembro de 1935 ]

 

 

[63-43r]

Ouvi os sábios todos discutir.

Podia a todos refutar a rir.

Mas preferi, bebendo na ampla sombra,

Indefinidamente só ouvir.

 

Manda quem manda porque manda, nem

Importa que mal mande ou mande bem.

Todos são grandes quando a hora é sua.

Por baixo cada um é o mesmo alguém .

 

Não invejes a pompa, e ao poder,

Visto que pode, sem razão nem ser

Obedece, que a vida dura pouco

Nem há por isso muito que sofrer. 

 

3-10-1935  a.m.

 

 

[45 - 29r]

 

Reinam o bobo e o vil, e o quem calha

A sorte de reinar; que o acordo falha,

Mas a justa verdade há-de chegar -

Quando for tarde e já nada valha

 

s.d.

(...)

 

 

Fonte: GALHOZ, Maria Aliete, Canções de beber : Ruba'iyat na Obra de Fernando Pessoa. Lisboa: Assírio e Alvim, Lisboa, 2002 

Imagem: original de http://www.hottopos.com/mirandum/fernkhay.htm; tratamento digital em Photoshop : inversão de cores

 

 


Publicado por Alguém às 04:25
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Morrison City

Cancer city  

Urban fall

Summer sadness

The highways of the old town

Ghosts in cars

Electric shadows

 

_______________________

  

Capital do cancro

Declínio urbano

Verão tristonho

Vias rápidas na velha cidade

Circulam espectros

Sombras eléctricas

 

 

 

 

 

  Poema: MORRISON, James Douglas, The Lords and The New Creatures:1969, Assírio & Alvim, 1994

  Imagem: Cancer city & Jim's face - originais a grafite sobre papel; tratamento infográfico digital e aplicação sobre imagem de fundo

 


Publicado por Alguém às 01:31
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Exposição "Série Álvaro de Campos"

 

 

 

  Após o surgimento da intenção de organizar o portfólio de Pinturas elaborar o Currículo, a tentativa ocorreu na Casa Fernando Pessoa, já que várias séries temáticas são baseadas em literatura da Geração Moderna - sobretudo em obras de Fernando Pessoa.
 
   Desta feita, desde o dia 1 de Setembro de 2008 até 15 de Maio deste ano está patente no Auditório da Casa Fernando Pessoa a exposição de Pintura  Série Álvaro de Campos, inserida no Ciclo dedicado aos heterónimos, que decorre desde o final do ano passado até ao término do actual. Após esta colecção, seguir-se-ão as Séries Alberto Caeiro e Ricardo Reis, baseadas no mesmo princípio operativo.  
 
  Baseada na poesia do heterónimo Pessoano, a Série Álvaro de Campos caracteriza-se pelo pequeno formato - 13 por 23cm e pontualmente 15 por 23cm - e pela utilização de Aguarela, de Grafite e de Tinta da China sobre papel. Constituída por 8 obras, resulta da selecção e interpretação de excertos de poemas.
 
http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/274968.html 
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt
 
 
 
Transportes : Autocarros: 9, 20, 38 | Eléctricos: 25, 28
Horário: Segunda a Sábado 10:00h > às 18:00h

 

 


Publicado por Alguém às 19:08
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Modernismo antigo

 

Em honra dos mentores do Movimento Modernista Português.

 

 Manifesto Anti-Dantas, de José de Almada Negreiros ( declamado por Mário Viegas)

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Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Indefinição

 Se sou alegre ou sou triste ?...

Francamente, não o sei.

A tristeza em que consiste?

Da alegria o que farei ?

Não sou alegre nem triste.

Verdade, não sei que sou.

Sou qualquer alma que existe

E sente o que Deus fadou.

Afinal, alegre ou triste ?

Pensar nunca tem um bom fim...

Minha tristeza consiste

Em não saber bem de mim...

Mas a alegria é assim...

20.08.1930

 

IN Quadras e Outros Cantares - Fernando Pessoa; Editora Relógio d'Água.

Imagem base: www.ufp.pt


Publicado por Alguém às 23:58
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Linha Recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada,

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

(...)

Arre, estou farto de semi-deuses!

Onde é que há gente no mundo ?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra ?

(...)

 

Álvaro de Campos IN Poema em Linha Recta


Publicado por Alguém às 21:57
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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006

Questão

(...)

"

E plácido o teu olhar...

E tu, amor, és uma realidade também...

Ah, não ser tudo senão um quadro, um quadro qualquer....

E quem sabe se tudo não será um quadro e a dor e a alegria

E a incerteza e o terror

Coisas, meras coisas, nada senão coisas sem aonde, mas que percebemos

(...)

"

Álvaro de Campos IN Ode Marcial - estrofe B

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Publicado por Alguém às 23:56
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Beleza comparativa

"

O Binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.

O que há é pouca gente para dar por isso.

"

Álvaro de Campos

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Publicado por Alguém às 23:37
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Sábado, 4 de Novembro de 2006

Sá-Carneiro

Escavação

Numa ânsia de ter alguma cousa,

Divago por mim mesmo a procurar,

Desço-me todo, em vão, sem nada achar,

E a minh'alma perdida não repousa.

 

Nada tendo, decido-me a criar:

Brando a espada: sou luz harmoniosa

E a chama genial que tudo ousa

Unicamente à força de sonhar...

 

Mas a vitória fulva esvai-se logo...

E cinzas, cinzas só, em vez de fogo...

- Onde existo que não existo em mim?

(...)

Paris, 3 de Maio de 1913

 

" No dia 26 de Abril de 1916, suicidava-se em Paris, com vinte e cinco anos, um dos poetas fundadores da Revista Orpheu , e já como tal escandalosamente conhecido - Mário de Sá-Carneiro. "

IN Mário de Sá-Carneiro :Poesias - Edição Biblioteca Ulisseia

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Publicado por Alguém às 22:45
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Domingo, 29 de Outubro de 2006

Negação existencialista

"

Não ter emoções,não ter desejos,não ter vontades

Mas ser apenas,no ar sensível das coisas

Uma consciência abstracta com asas de pensamento,

Não ser desonesto nem não desonesto, separado ou junto,

Nem igual a outros, nem diferente dos outros,

Vivê-los em outrem, separar-se deles

Como quem, distraído, se esquece de si...

"

Álvaro de Campos

 

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Publicado por Alguém às 03:00
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